Tribunal da Vida
Tião Lima
Eu não posso entender tanta maldade. É tão cruel a gente ver tanta omissão,
Nossos velhos desprezados num redil, muros fechados e no meio um casarão.
Por mais luxo que haja dentro de um asilo, por mais conforto que um abrigo pode dar,
Não se compara ao carinho e a saudade, que pobre velho sente dos filhos e de seu lar.
Por que asilos? Peço ao mundo que responda.
Se o que somos morrerá tal qual os velhos, por que tanta ingratidão na humanidade?
Se muitos jovens morrerão fortes e belos. Porque afastar de nosso lar aquele homem,
Que batalhou no escritório ou no sertão? Pra iniciar tudo que agora possuímos.
Porque negar a esse herói nossa afeição?
Quem não se lembra Dona Zilda tão bondosa? Batalhadora incansável pelo pobre.
Do doce aos livros, vimos Cora Coralina, deixando amor em cada pedestal que esteve.
Dê mais amor ao pobre velho ele merece. Dê um sorriso um bate papo ou coisa assim.
Não abandone quem no choro te sorriu. Em um asilo ele sofre até o fim.
Coro
Porque o nosso velho tem que ir viver tão isolado assim?
Se é um crime envelhecer, no tribunal da vida todos têm um fim.



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