
Boca de Rosa
Vicente Celestino
A tua boca é uma rosa ainda em botão
Que eu quisera mesmo em sonho ter beijado
E conservar pra sempre, sempre a ilusão
De que por ti, garota linda, fui amado
Não há no mundo maior feito glorioso
Do que beijar a tua boca, podes crer
Quisera ser, ó Deus do céu, o ser ditoso
Venturoso que o mel de tua boca quis colher
Se eu fosse um papa, negaria o Vaticano
Se rico fora, te daria o que era meu
Se eu fosse santo, me tornava desumano
Só pela glória de rou bar um beijo teu
Se um império eu tivesse, teu seria
Por um teu beijo, eu te juro, mataria
Se Cristo eu fosse, para o céu te levava
E de joelhos, noite e dia, um beijo teu implorava
Se algum dia me tornar um condenado
Por tua boca virginal que hei de beijar
Tem dó de mim, eu já me sinto transtornado
Tenho receio de algum crime praticar
Mas o que importa se meu crime é crime santo
Todos na vida têm um sonho, um ideal
Meu ideal és tu, és minha vida, meu encanto
Vou portanto beijar teus lábios sim, por bem ou mal



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