
Botão de Rosa
Vicente Celestino
Estava um botão de branca rosa
Brincando, airosa, à brisa matinal
De um céu de anil
Veio um dourado beija-flor, em a beijar sutil
E, sem respeito à castidade
Do botão, beijou-o, febril
O alvo rubor, da branca rosa
Tão maculado pelo beija-flor
Se entristeceu
E o pobre do botão, ferido
Emurcheceu, dorido
Não mais se abriu, morreu
E o louco beija-flor
Cheio de mágoa e preso à dor
Infinda que o calor num beijo espalma
Chorando, embandeirou as asas
E foi cair as brasas
Do remorso d'alma
Eu sou o beija-flor
Das serenatas matinais
Beijando loucamente os roseirais
Tu és a linda imagem da flor
Ainda em botão
Perdoa, ó meu amor, por Deus perdão



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