
A Flor Mais Bela do Sertão
Volmir Martins
Passava sempre com a minha enxada no ombro
Todos os dias pra cuidar da plantação
Olhar perdido na paisagem sertaneja
Na mesma estrada tinha um rancho beira chão
Cumprimentava tirando o chapéu de palha
Como sinal de respeito e educação
Aquela moça que sorria na janela
A flor mais bela que existia no sertão
Aquela moça que sorria na janela
A flor mais bela que existia no sertão
Eu trabalhava sempre pensando na moça
Com a sua imagem guardada no coração
Passou um tempo sem eu dizer que lhe amava
Vim pra cidade e até mudei de profissão
Mas o meu plano era um dia voltar lá
Falar de amor e pedir a sua mão
Daquela moça que sorria na janela
A flor mais bela que existia no sertão
Daquela moça que sorria na janela
A flor mais bela que existia no sertão
Um certo dia eu voltei para falar com ela
Nunca pensei que essa volta fosse em vão
A caboclinha tinha casado com outro
Eu fiquei triste mas não tiro a sua razão
Voltei pra casa com o meu coração aflito
Seguindo as ordens do meu pobre coração
Lembrando o rosto que sorria na janela
Da flor mais bela que existia no sertão
Lembrando o rosto que sorria na janela
Da flor mais bela que existia no sertão
Se ela casou eu desejo a felicidade
Busco consolo nas cordas do violão
Porque eu contei toda a saudade que eu sinto
Saudade essa que se transforma em canção
Canção que fala de um peão apaixonado
De uma estrada e d'um ranchinho a beira chão
Perdi uma moça que sorria na janela
A flor mais bela que existia no sertão
Perdi uma moça que sorria na janela
A flor mais bela que existia no sertão




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