
Rezas de Um Marujo
Wander Wildner
Vejo o decolar dos pássaros onde estou contando os passos pra voltar
E no peito há um vazio, o perfil de um homem só que um dia renascerá
A saudade é como um coice, é luta de martelo e foice pra esquecer
No altar deuses e musas, levo anjos krishna e buda pra voar
Eu já me acostumei a ser o punk da turma
Deixar o tempo passar, esquecer, romantizar
No porão há um barril onde dedico um tempo meu para pensar
Navegando em mar hostil o uísque forma um rio que alma naufragará
O poema queima os lábios, perfura o coração do sábio capitão
São as rezas de um marujo, o suor e o sangue sujo que nas veias correrão
Eu já me acostumei a ser o punk da turma
Deixar o tempo passar, esquecer, romantizar



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