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Segue a carreta lenta
Onde Ana Terra
Leva o filho, a cunhada e a sobrinha
Leva no corpo e não na alma a dor da guerra
E a sensação de sempre estar sozinha
Como sofreu e sofre o chão que deixa
Vai com ela até o fim da trajetória
Querência de seus mortos
Não se queixa
Mas sente a dor ferindo-lhe a memória

Ana Terra, o destino dá teu nome
Há tantas outras Anas tão iguais
Anas que a dor não quebra nem consome
Anas da terra, mães e nada mais

Ana Terra, o destino dá teu nome
Há tantas outras Anas tão iguais
Anas que a dor não quebra nem consome
Anas da terra, mães e nada mais

Lenta, segue a carreta e vai embora
Não sabe como vai, a Deus dará
Nada mais tem, qualquer querência agora
Pra remendar a vida servirá

Tem o filho de Pedro Missioneiro
Nele, seu homem nunca morrerá
Ana Terra, por ele o mundo inteiro
Sem ter medo de nada, enfrentará

Ana Terra, o destino dá teu nome
Há tantas outras Anas tão iguais
Anas que a dor não quebra nem consome
Anas da terra, mães e nada mais

Ana Terra, o destino dá teu nome
Há tantas outras Anas tão iguais
Anas que a dor não quebra nem consome
Anas da terra, mães e nada mais

Anas que a dor não quebra nem consome
Anas da terra, mães e nada mais


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