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De Xaile e Lenço

Zé Freire

Essa tricana que ali vai de xaile e lenço
Amei em tempos com paixão de adolescente
E mesmo agora quando passo e nela penso
Sinto na alma um sentimento bem pungente

Éramos jovens em manhã de primavera
Que já não volta, e ainda hoje me arrependo
De xaile e lenço, ela lá vai tal como era
E eu tão mudado, que nem mesmo compreendo

O nosso amor, todos diziam condenado
E que entre nós estava cavado um fosso imenso
E cada um foi tristemente p’ra seu lado
Eu de batina de estudante, e ela de lenço

E nesta hora em que o outono se avizinha
E os sonhos vão c’oas folhas secas no seu baile
Recordo o tempo em que essa moça era só minha
E a minha capa apenas era do seu xaile

Escrita por: Mascarenhas Barreto / Santos Moreira. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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