O Que Era da Gente
Zebeto Corrêa
Hoje eu quero a casa cheirando a café
A cabeça no colo, nas mãos: Cafuné
Uma ou duas palavras que façam o tempo voltar
Hoje eu quero aquele silêncio só meu
Ser capaz de escutar o suspiro de Deus
Em um velho ipê quando o vento insiste em brincar
Quero um Sol que inflame
E a flor que consola
Que todo poema eu declame
Na paixão da viola
Hoje quero a Lua cheia
Subindo atrás do monte
Hoje o que sou se esconde
Pra me revelar
Hoje quero os pés na areia
E os olhos no horizonte
Quero atravessar a ponte
Pra nunca chegar
Hoje eu quero a alma cheirando a jasmim
Tudo o que for nocivo saindo de mim
Ter o brilho nos olhos, estrela de meus ancestrais
E o hoje, será meu pra sempre, enquanto cruzar
O infinito do sonho, o abismo do mar
Que a jangada da vida encontre um dia meu cais
Quero que o beijo derrame
Em meus lábios dormentes
E que todo dia eu ame
O que era da gente



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