
Silas Canta Serrinha
Arlindo Cruz
Meu centenário vou comemorar
Esse é o povo que me consagrou
Imperiano, volte ao seu lugar vencedor
Hoje, num relicário vivo na memória
Serrinha, é um encanto a sua história
Talvez a mais bela de uma favela
Pois foi assim que meus avós contaram
No meio do mato
Passava noite e vinha dia
O negro fez do morro moradia
Pedindo ao rei banto proteção, saúde
Como nos bons tempos de além-mar
Com água na cachoeira
E ouvindo pássaros a cantar
O jongo me chamou, eu louvei maria
E no toque do tambor tem magia
Veio gente da estiva, da resistência também
Todo mundo chegou no balanço do trem
Ô, ô, tinha samba na rua
Tem o bloco da lua
Era carnaval
Foi com prazer que eu desci a serrinha
Numa noite dourada, num sonho real
Estava nascendo o império serrano
Reizinho do meu lugar
Pro santo guerreiro abençoar
Quando parti, de longe eu vi mudar
Tudo se modernizar
É a evolução
A brisa que afaga a juventude
Com charme e negritude
Mas a arte se eternizou
Nos baluartes que mostraram seu valor



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