
Artistas de Campo
Daniel Cavalheiro
Artistas de campo
O capataz que de vez em quando por patacoada
Faz um floreio numa cordeona desafinada
O peão troveiro que larga um verso tradicional
E a cozinheira achando lindo cruza no sal
O vô caseiro varrendo o patio baila solito
Fazendo farra pro domador que prende o grito
Assim a estância palco campeiro segue o ritual
Gente gaúcha, pago fronteiro, arte rural
Artistas de campo, que com o seu canto despretencioso
Amançam o tempo que volta e meia arrastao toso
A arte do campo não cobra seu preço, mas tem seu valor
Pra esses que tocam a lida da estância com seu labor
La do galpão o esquilador vem no compasso
E segue afiando a sua tesoura pura de aço
O alambrador lavando os ferro bate num balde
E abre o peito toca que canto que tô de valde
O Adão guasqueiro tava pro campo, chegou chiflando
Uma vaneira que de vereda, vem se aprontando
De vez em quando se risca uns verso e coisa e tal
Rimando as coisas do cotidiano de um peão mensual



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