visualizaciones de letras 1.443

Meu pequeno território
Lugar onde eu vivia
Nas margens do rio Tietê
É minha velha moradia

Contra a minha vontade
Tive que vender um dia
Por um tal valor venal
Bem menos do que valia

Eu fui desapropriado
Tietê foi represado
Acabou minha alegria

Chegaram os engenheiros
Das empresas de energia
Foram fincando as balizas
Fazendo a topografia
E marcando as barragens

Aonde que já previa
Lá na varanda de casa
Eu a tudo assistia
Em pouco tempo fui vendo
Tudo desaparecendo
Conforme a água subia

Larguei tudo de repente
E fiz a minha mudança
Viemos para a cidade
Eu, a mulher e as crianças

Moro na periferia
Acabou a vida mansa
O meu sítio embaixo d’água
Não me sai mais da lembrança

A mulher ainda chora
Só fala em ir embora
Vivemos sem esperança

Eu olho e vejo a cidade
Com todas as luzes acesas
As indústrias trabalhando
Gerando emprego e riqueza

Movidos pela energia
Da força da natureza
A fonte que ilumina
Toda esta redondeza
Me faz lembrar com saudade
A minha propriedade
Sob as águas da represa

Fiquei sem meu sitiozinho
Mesmo com os meus protestos
Vendi tudo o que eu tinha
Fiquei sem nada, confesso

Hoje eu moro na cidade
Num bairro pobre e modesto
Totalmente nas escuras
Não tem luz nem no acesso

De Sol a Sol, todo dia
Trabalho de bóia fria
Este é o preço do progresso

Escrita por: Tião Camargo. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Roni. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

Comentarios

Envía preguntas, explicaciones y curiosidades sobre la letra

0 / 500

Forma parte  de esta comunidad 

Haz preguntas sobre idiomas, interactúa con más fans de Eli Silva e Zé Goiano y explora más allá de las letras.

Conoce a Letras Academy

¿Enviar a la central de preguntas?

Tus preguntas podrán ser contestadas por profesores y alumnos de la plataforma.

Comprende mejor con esta clase:

0 / 500

Opciones de selección