
Dois Pra La, Dois Pra Cá / Qualquer Coisa
Emílio Santiago
Sentindo o frio
Em minha alma
Te convidei pra dançar
A tua voz me acalmava
São dois pra lá
Dois pra cá
Meu coração traiçoeiro
Batia mais que um bongô
Tremia mais que as maracas
Descompassadas de amor
Minha cabeça rodando
Rodava mais que os casais
E o teu perfume gardênia
E não me perguntes mais
A tua mão no pescoço
As tuas costas macias
Por quanto tempo rondaram
As minhas noites vazias
No dedo um falso brilhante
Brincos iguais ao colar
E a ponta de um torturante
Band-aid no calcanhar
Eu hoje, me embriagando
De whisky com guaraná
Ouvi tua voz murmurando
São dois pra lá
Dois pra cá
Berro pelo aterro, pelo desterro
Berro por seu berro, pelo seu erro
Quero que você ganhe, que você me apanhe
Sou o seu bezerro gritando: Mamãe!
Esse papo meu tá qualquer coisa
E você tá pra lá de teerã
Qualquer coisa
Você já tá pra lá de marrakesh
Mexe qualquer coisa dentro, doida
Já qualquer coisa, doida, dentro mexe
Não se avexe não, baião de dois
Deixe de manha, deixe de manha, pois
Sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa aranha
Nem a sanha arranha o carro
Nem o sarro arranha a Espanha
Meça tamanha, meça tamanha
Esse papo seu já tá de manhã




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