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Mulher
O teu amor maltrata tanto
Que às vezes
Quando a rir doido me ponho
O riso se transforma como um sonho
Em lágrimas sem fim
De um longo pranto

Por isso, quantas vezes
Nas noitadas
Escondo sob a face
O riso e a graça
Pois temo que o meu riso se desfaça
Em lágrimas febris e angustiadas

Mas este amor penoso e torturado
Tão cheio de tristezas, prantos e ais
Me faz, cada vez mais, apaixonado
De ter-te, ó mulher, cada vez mais

Me sinto numa orgia turbulenta
À luz do cabaré e a alma ferida
Pois tenho nos meus olhos refletida
A imagem da mulher que me atormenta

Se busco, na champagne, embriagado
O bálsamo sutil do esquecimento
Na taça vejo sempre, que tormento
Aquele rosto infame retratado

Escrita por: Luiz Iglezias, Francisco Alves (Chico Viola). ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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