
Chuá Chuá
Francisco Alves
Deixa a cidade, formosa morena
Linda pequena e volta ao sertão
Beber a água da fonte que canta
E se levanta do meio do chão
Se tu nasceste, cabocla cheirosa
Cheirando à rosa do peito da terra
Volta pra vida serena da roça
Daquela palhoça do alto da serra
E a fonte a cantar: Chuá, chuá!
E as águas a correr: Chuá, chuê!
Parece que alguém, que cheio de mágoa
Deixasse quem, há de dizer, a saudade
No meio das águas rolando também
A Lua branca de luz prateada
Faz a jornada no alto dos céus
Como se fosse uma sombra altaneira
Da cachoeira, fazendo escarcéus
Quando essa luz, lá na altura, distante
Loira ofegante no poente cair
Dá-me essa trova que o pinho descerra
Que eu volto pra serra que eu quero partir
E a fonte a cantar: Chuá, chuá!
E as águas a correr: Chuá, chuê!
Parece que alguém, que cheio de mágoa
Deixasse quem, há de dizer, a saudade
No meio das águas rolando também



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