
Dor Oculta
Francisco Alves
Não ligas a minha mágoa!
Muito embora, cheios d'água
Que meus olhos queiram chorar!
Não olhes este sorriso que trago
Porque preciso a minha dor ocultar!
Não te importo que se faça!
Tu deixas que eu me desfaça
Sempre ocultando está dor!
Está mágoa carcereira
Que fez de prisioneira
Minha alma, todo amor
Eu vejo que as outras façam
Como as aves que se esvoaçam!
Sorrindo a quem lhes quer bem
Cada qual vai mais que um ente!
E eu, sorrio indiferente
Sem sorrir para ninguém
Eu vivo nesta amargura!
Tamanha doa te criatura
Sem ter migalha de amor!
Teu amigo vive tão triste
Adora aquilo que existe
Como perfume da flor!
Não te importo que se faça!
Tu deixas que eu me desfaça
Sempre ocultando está dor!
Está mágoa carcereira
Que fez de prisioneira
Minha alma, todo amor!



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