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Dor Oculta

Francisco Alves

Não ligas à minha mágoa
Muito embora, cheios d'água
Meus olhos queiram chorar
Não olhas este sorriso
Que trago porque preciso
A minha dor ocultar

Não se importa o que se faça
Tu deixas que eu me desfaça
Sempre ocultando esta dor
Esta mágoa carcereira
Que fez de prisioneira
A minh'alma, toda amor

Eu vejo que as outras façam
Como as aves que esvoaçam
Sorrindo a quem lhes quer bem
Cada qual vai mais contente
E eu sorrio, indiferente
Sem sorrir para ninguém

Eu vivo nesta amargura
Amando a ti, criatura
Sem ter migalha de amor
Eu amo e vivo tão triste
Adoro aquilo que existe
Como perfume da flor

Não se importa o que se faça
Tu deixas que eu me desfaça
Sempre ocultando esta dor
Esta mágoa carcereira
Que fez de prisioneira
A minh'alma, toda amor

Escrita por: Chico Viola, Dan Mallio Carneiro(N.a . Sad/530 de 19/11/98. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Poeta. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

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