
Maria Bonita
Francisco Alves
Recorda-te de Acapulco, daquelas noites
Maria Bonita, Maria querida
Na praia deserta, escura, tua brancura
Era uma estrela do céu caída
Teu corpo, que o mar buscava
Lançando as ondas para alcançá-lo, não alcançava
Confesso que ao contemplá-lo, confesso com sentimento
Meu pensamento, ai, me atraiçoava
Eu disse muitas palavras, dessas que a gente
Diz docemente dos seus anseios
Pedindo que me atendesse e convertesse
Em realidade meus devaneios
A Lua, que estava vendo, foi se escondendo
Discretamente, na noite calma
Eu, reconhecidamente, cheguei-me para beijar-te
E em beijos dar-te, ai, toda minh'alma
Amores, tens no passado, muitos amores
Maria Bonita, Maria querida
Porém, nenhum tão honrado, tão claro e puro
Como o que eu juro por minha vida
Eu trago, cheio de flores, para ofertar-te
Para adorar-te de alma ajoelhada
Recebe-o emocionada e jura-me, finalmente
Porque [?] idolatrada



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