Lisboa
Gabriela Rosa
Ô a ô ê aiê
Ô a ô ê aiá
Ô a ô ê aiê
Eu não sou da Lisa
Eu vim da favela
Um salve pros irmãos
Um salve pra Itaquera
Lisboa não é minha
Mas me sinto dela
Não tô perdida
Eu me encontrei nela
Cheirinho de comida
Pronta na viela
Pastel de nata
E um pouco de canela
Faço da Rua Rosa
Minha passarela
Vivendo um filme
Cena de novela
A, a aiê aiê
Ô a ô ê aiá
Ô a ô ê aiê
Ô a ô ê aiê
Ô a ô ê aiá
Ô a ô ê aiê
Aqui na Estrela
É meu local de festa
Faço da minha casa
O quintal do Zeca
Planto no jardim
Uma rosa pra ela
Decorada com o nome dela
A, a aiê aiê
Ô a ô ê aiá
Ô a ô ê aiê
Não é a Monalisa, é a Gabriela
Passin de princesa, pique Cinderela
Passa seu dia a dia sem nenhuma regra
Ninguém se mete, pois a vida é dela
Lisboa é linda e fica mais bela
Quando passa na rua, tudo vira festa
Veio de longe, lá de Itaquera
Mas fez da Lisa a sua favela
A, a ô ê aiê
Ô a ô ê aiá
Ô a ô ê aiê



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