
O Canto da Natureza
Gustavo Guimarães
Hoje acordei com um barulho lá no alto da serra
Fechei mais uma vez os olhos, mas não pude dormir
Os passarinhos se assustaram e fugiram pra longe
Depois um silêncio na mata, cheguei mais perto da cascata
Que pra mim se turvou
Hoje estive olhando as plantas que tenho no quintal
Pareciam querer me pedir um pouco de atenção
As formigas todas se ajuntaram e cobriram o chão
A seriema deixou de cantar, saiu daqui pra nunca mais voltar
E me fazer entender
Que é preciso ser terra, é preciso ser água
É preciso ser fogo, é preciso se ar
É preciso parar pra sentir a força da correnteza
Evitar que a ganância e a ambição causem tamanha tristeza
Deixar a vida fluir, pra ouvir o canto da natureza
Hoje eu senti saudades da casa dos meus pais
De brincar com aquelas crianças amigas da roça
De nadar e de pescar piabas no meio do riacho
Mas é pena eu não ser mais criança
E o riacho ser só uma lembrança que o homem matou
É preciso dar flores, não somente espinhos
É preciso consciência pra escolher os caminhos
Será possível explorar sem ferir? Sem destruir a beleza?
Será possível evitar que a razão ceda lugar a frieza?
Deixar a vida fluir, pra ouvir o canto da natureza



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