Velha Morada
Ivan Souza & Júlio César
Voltei a velha morada, pois lembrei com nostalgia
Rebuscando nas memórias, o tempo que eu era moço
Pude ver antigas marcas de um monjolo que existia
Entre as escoras fincadas onde era o calabouço
Procurando por lembranças eu andei nas cercanias
Onde era o meu engenho já não tinha quase nada
Já se igualou o relevo que os cascos dos bois faziam
Na terra ao girar moendo a cana na madrugada
Meus pés pisaram em algo que estava em meio a sujeira
Eu vejo que são as telhas enterradas pelo chão
Aquelas mesmas que um dia já cobriram a cumeeira
Da antiga casa da bica, com a fornalha e o gamelão
Fiquei de olhos fechados, cheguei a pensar que ouvia
O som abafado intenso das batidas do pilão
Mas em meio este silêncio nesta hora eu descobria
Que as batidas que eu ouvia vinham do meu coração
Velha morada
Hoje sei que não sou nada perto do que já sonhei
Sei que a minha alegria, se perdeu naquele dia
Que daqui eu me mudei!



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