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Payada
Jayme Caetano Braun
Payada
Payada
Wurzeln, Stamm, Äste, Äste, Stamm, WurzelRaízes, tronco, ramagem, ramagem, tronco, raiz
Es öffnete sich eine Narbe, wo ich in der Landschaft sprossAbriu-se uma cicatriz de onde brotei na paisagem
Die Zeit machte mich zur Botschaft, die die Winde der Pampa lenkenO tempo me fez mensagem que os ventos pampas dirigem
Von den Sehnsüchten, die mich plagen, neue Horizonte zu transplantierenDos anseios que me afligem de transplantar horizontes
Auf der Suche nach dem Rauschen der Quellen, um Wasser aus der Herkunft zu trinkenBuscando o rumor das fontes pra beber água na origem
Auf dem Rücken der Distanz, von Halt zu HaltSobre o lombo da distância, de paragem em paragem
Hob ich die Botschaft der barbarischen Resonanz hervorFui repontando a mensagem de bárbara ressonância
Schuf Heimat in der Kindheit, weil ich sie brauchteFazendo pátria na infância porque precisei fazê-la
Und die Freiheit, oh wie schön, war immer der LeitsternE a liberdade, sinuela, sempre foi a estrela guia
Dem mein Blick folgte, wie jemand, der einen Stern suchtQue o meu olhar perseguia como quem busca uma estrela
Ich dachte, ich könnte sie erreichen, im Zustand eines rauen IndianersPensei chegar alcançá-la, no estágio de índio rude
Doch nie in der Vollkommenheit, denn diese Göttin der BagualaMas nunca na plenitude, porque essa deusa baguala
Die die Wanderer umhüllt, hat niemand je erreichtQue aos andejos embuçala, nunca ninguém alcançou
Urenkel oder Urgroßvater, in den rauesten AuseinandersetzungenBisneto nem bisavô, nos entreveros mais brutos
Flammen von Minuten, die der Wind immer löschteLabareda de minutos que o vento sempre apagou
Zuerst war das Feld offen, unbewachsen, ohne GrenzenPrimeiro era o campo aberto, descampado, sem divisas
Mit ungenauen Grenzen, eine Welt ohne weit oder nahCom fronteiras imprecisas, mundo sem longe nem perto
Ich war der befreite Indianer, wild und kämpferischEu era o índio liberto, barbaresco e peleador
König von mir selbst, Herr der wilden NaturRei de mim mesmo, senhor da natureza selvagem
Die Religion des Mutes und die Sonne in bronzener FarbeA religião da coragem e o Sol de bronze na cor
Eines Tages kam der Jesuit in diese Ecke des PlanetenUm dia veio o jesuíta a este rincão do planeta
In der schwarzen Soutane zur gesegneten KatecheseVestindo a sotaina preta na catequese bendita
Es war mehr als ein Besuch in meiner braunen PampaFoi mais do que uma visita à minha pampa morena
Ich sah ihm in die Augen, Augen in Augen, BruderBombeei por trás da melena, olhos nos olhos o irmão
Und ich prägte im Herzen das Heilige Kreuz von Lorena!E gravei no coração a Santa Cruz de Lorena!
Später kamen mehr Menschen in meine WeidegebieteMais tarde, veio mais gente às minhas terras campeiras
Die Schar der Banner, gnadenlos und unerbittlichA falange das bandeiras, impiedosa e inclemente
Ich erhob mich plötzlich und die Stämme erhoben sichMe levantei de repente e as tribos se levantaram
Die Auen wurden blutig, die einst grün warenAs várzeas se ensanguentaram, elas que eram verdejantes
Aber ich besiegte die Bannerträger, die nie zurückkehrten!Mas eu venci os bandeirantes, que nunca mais retornaram!
Und dann kamen die Portugiesen, die Schwarzen, die KastilierE depois vieram os lusos, os negros, os castelhanos
Und in den Weidegebieten neue Normen, neue GebräucheE nos pagos campejanos, novas normas, novos usos
Die Gewalttaten und Missbräuche von Iberien, Kastilien und LatiumAs violências e os abusos da Ibéria, Castela e Lácio
Die das Vorwort zerrissen und die Gebete tötetenQue rasgaram o prefácio e mataram as plegárias
Und die gemeinschaftlichen Sehnsüchte der Brüder von Santo InácioE as ânsias comunitárias dos irmãos de Santo Inácio
Ich konnte die Welle von Andonega und Barbacena nicht aufhaltenNão pude deter a vaga de Andonega e Barbacena
Wenn die Geschichte sie nicht verurteilt, der Fleck verblasst nieSe a história não os condena, a mancha nunca se apaga
Die Unterdrückung fragt nie nach ihrer kleinlichen AmbitionA opressão jamais indaga na sua ambição mesquinha
Es war mein alles, was ich hatte, es war mein alles, was es gabEra meu tudo o que tinha, era meu tudo o que havia
Und ich starb, weil ich sagte, dass dieses Land mein war!E eu morri porque dizia que aquela terra era minha!
Aber das Ewige stirbt nicht, denn ich bleibe lebendigMas o eterno não morre, porque permaneço vivo
Im primitiven Glanz jedes GeschehensNo lampejo primitivo de cada fato que ocorre
Mein rubinrotes Blut fließt in der alten Gauderia-RasseO meu sangue rubro corre na velha raça gaudéria
Hüpfend in jeder Arterie durch die MischkulturCorcoveando em cada artéria pela miscigenação
In der barbarischen Transfusion mit den Wanderern aus IberienNa bárbara transfusão com os andarengos da Ibéria
Ich war immer das, was ich bin, ich bin immer das, was ich warFui sempre aquilo que sou, sou sempre aquilo que fui
Denn das Leben verwässert nicht, was die Mutter Erde gebarPorque a vida não dilui o que a mãe terra gerou
Ich bin das Glühen, das blieb und brennend bliebSou o brasedo que ficou e aceso permaneceu
Ich bin der Gaucho, der neben den Forts des Kampfes wuchsSou o gaúcho que cresceu junto aos fortins de combate
Und ich trank schon Mate, als die Heimat erwachte!E já estava tomando mate quando a pátria amanheceu!
Und so, wachsend im Freien, fern vom Vater aufgezogenE assim, crescendo ao relento, criado longe do pai
Am süßen Meer, Uruguay, dem Fluss meiner GeburtJunto ao mar doce, Uruguai, o rio do meu nascimento
Soldat ohne Regiment im Quartier der UnendlichkeitSoldado sem regimento no quartel da imensidade
Eines Tages verspürte ich den Drang, ließ die Mähne wachsenUm dia me deu vontade, deixei crescer toda a crina
Und verband mich mit einer Chinesin, die ich Freiheit nannteE me amasiei com uma China que chamei de liberdade
Über dreihundert Jahre war ich Hirte und WachePor mais de trezentos anos fui pastor e sentinela
In der grünen und gelben Linie, kämpfend gegen KastilierNa linha verde e amarela, peleando com castelhanos
Gravierte mit den Brüdern die Epen der GrenzregionGravando com los hermanos a epopeia do fronteiro
Poet, Sänger und Krieger von Amerika, die geboren wurdePoeta, cantor e guerreiro da América que nascia
In der gesegneten Sturheit, Brasilianer zu bleiben!Na bendita teimosia de continuar brasileiro!
Mit Bento in tausend Auseinandersetzungen, in barbarischen ProbenCom Bento em mil entreveros, em barbarescos ensaios
Dann gegen die Paraguayer, in Humaitá und TonelerosDepois contra os paraguaios, em Humaitá e Toneleros
Ich war in Monte Caseros, Paiçandu, PeribebuíAndei em Monte Caseros, Paiçandu, Peribebuí
Passo da Pátria, Avaí, weit weg von meinem TerritoriumPasso da Pátria, Avaí, longe do meu território
Und ich war Ordonnanz von Osório auf den Feldern von TuiutiE fui ordenança de Osório nos campos de Tuiuti
Dann, im Jahr dreiundneunzig, in der föderalistischen GesteDepois, em noventa e três, na gesta federalista
Die Heimat, die aus den Augen verschwand, kämpfte ich wiederA pátria a perder de vista, andei peleando outra vez
Ohne Sold am Ende des Monats, denn Kämpfen war schönSem soldo no fim do mês porque pelear era lindo
Die Schwerter klirrten, der Hut geschlagen in die KroneAs espadas retinindo, chapéu batido na copa
Wie ein Truppenführer in den Kräften von GumercindoComo carneador de tropa nas forças de Gumercindo
Später, in dreiundzwanzig, wieder in vierundzwanzigMais adiante, em vinte e três, em vinte e quatro de novo
Das Schicksal meines Volkes, das so stolz wurdeÉ o destino do meu povo que assim altivo se fez
Das Zeichen der Unerschrockenheit dieses alten Territoriums!A marca da intrepidez deste velho território!
Vor dem barbarischen Spektakel der roten und weißen TücherAnte o bárbaro ostensório dos lenços rubros e brancos
Begleitete ich die Ausbrüche des alten Flores und HonórioAcompanhei os arrancos do velho Flores, e Honório
Chimangos und Maragatos, Farrapos, FöderalistenChimangos e maragatos, farrapos, federalistas
Wanderungen und Errungenschaften, die die Geschichte in ihren Fakten bewahrtCaminhadas e conquistas que a história guarda em seus fatos
Die unerschütterlichen Taura mit Dolch und Pistole am GürtelOs tauras intemeratos de adaga e pistola à cinta
Es gibt niemanden, der unsere Wurzelrasse leugnen kannNão há ninguém que desminta nossa estirpe de raiz
Die sich der Matrix bemächtigt hat in den Ausbrüchen von dreißigQue se adonou da matriz nas arrancadas de trinta
Dann zog ich das grün-olivene an, wie immer freiwilligDepois vesti a verde-oliva, como sempre voluntário
Im Expeditionskorps, eine Kompanie bildendNo Corpo Expedicionário, formando uma comitiva
Von unserer einheimischen Truppe, um eine Klage zu beantwortenDa nossa indiada nativa pra responder um libelo
Und das grün-gelbe Banner, auf der anderen Seite der WeltE o pendão verde-amarelo, no outro lado do mundo
Prägte ich, fest und tief, auf dem alten Monte Castelo!Cravei, bem firme e bem fundo, no velho Monte Castelo!
Heute, in den veränderten Zeiten, bleibt mein HerzHoje os tempos demudados, meu coração continua
Der gleiche Charrua-Tiger der Wanderungen der VergangenheitO mesmo tigre charrua das andanças do passado
Immer mit gesattelten Pferden, die Pampa und Hügel durchquerenSempre de pingo encilhado, bombeando pampa e coxilha
Die Heimat ist meine Familie! Es gibt kein Brasilien ohne Rio GrandeA pátria é minha família! Não há Brasil sem Rio Grande
Und keinen Tyrannen, der die Seele eines Farroupilha befiehlt!E nem tirano que mande na alma de um farroupilha!



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