visualizaciones de letras 2.002

De Alma, Campo e Silêncio

Juliana Spanevello

Noite de campo que vejo
Numa lembrança de outrora
Beira de um fogo que acalma
Triste cambona que chora
Alma povoada em silêncio
Deste meu rancho fronteiro
Mateando alguma saudade
Costeando o sono da espora.

Vento que geme na quincha
Feito um basto na estrada
Resmunga um som de tesoura
Do picumã, amorenada
Quem sabe traga de arrasto
Alguma manga pras casas
E um cheiro bruto de terra
Pra invadir a madrugada.

Noite que chora pro campo
Tocando a tropa da sanga
Batiza os lábios da china
Num galho flor de pitanga
Somente um sonho que cresce
Num distanciar de povoeiro
Que parte junto com a aguada
Pra alguém que vive de changa.

E a primavera se estende
Com os olhos claros pra lida
Bolear a perna na estância
Este é o meu rumo na vida
Solito eu cruzo as horas
Num camperear de invernada
De rédea firme por diante
Com alguma mágoa contida.

Escrita por: Everson Maré / Fernando Soares / Juliano Gomes. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

Comentarios

Envía preguntas, explicaciones y curiosidades sobre la letra

0 / 500

Forma parte  de esta comunidad 

Haz preguntas sobre idiomas, interactúa con más fans de Juliana Spanevello y explora más allá de las letras.

Conoce a Letras Academy

¿Enviar a la central de preguntas?

Tus preguntas podrán ser contestadas por profesores y alumnos de la plataforma.

Comprende mejor con esta clase:

0 / 500

Opciones de selección