
14 DE MAIO
Luis H. Rocha
Amanheceu, amanheceu
Naquele mês de maio
Foi escrita a mentira
E o calvário se estendeu
Meu sinhô abre a porteira
Todo mundo pode sair
Meu sinhô sabe que é besteira
Ninguém tem pra onde ir
O negro tá liberto
Mas tem de implorar
Por favor meu sinhô
Me deixa ficar
Se é velho, não pode ficar
Criança tem de partir
Mulé só fica na fazenda
Se o abuso for consentir
A lei que branco escreveu
A vida do Sinhô mudou
Negro saiu sem nada
Sinhô a Coroa indenizou
Meu sinhô abre a porteira
Liberdade é logo ali
Essa história é ratoeira
Ninguém tem pra onde ir
Todo negro trabalhou
Escapou da servidão
Na terra que o escravizou
Criou seu próprio chão
E tanto tempo passado
Ainda existe corrente
Que fala e vê errado
O que foi feito com essa gente



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