
Amansador de Estradas
Luiz Marenco
Destapou lá na coxilha
Volteando as covas de touro
Vinham dobrando flechilha
Quatro rosilhos e três mouros
Duas éguas douradilhas
Vêm se assustando da sombra
E um baio da anca redonda
Pintando o suor nas virilhas
São baguais destas estâncias
Entregues pro Coraldino
Que conhece as circunstâncias
De balda, xucro e ladino
Amansador das estradas
O último domador
A vida num maneador
Num par de rédeas mais nada
Encerrou a cavalhada
Chiflando ao trote estradeiro
Dum ruano marca borrada
Recém agarrando o freio
Desdobrando o maneador
Travesseiro dos arreios
Perguntou pro artidor
Pelos baguais de janeiro
Pra bem de achar os atalhos
Foi demarcando a fronteira
Com a milhã da basteira
Furada a suor de cavalo
Logo justou com o patrão
Pegar um zaino cabano
Duas lobunas e um lazão
Serviço pra quase um ano
Pra pagar depois do enfreno
Um salário por bagual
Desses escrito em pequeno
Nas livretas dos mensual
De manhã puxou de baixo
De tarde galopeou os potros
Sem nunca frouxar o braço
Um bagual depois do outro
Duas semanas de lida
Com a doma bem adiantada
Botou os redomões na estrada
Pra amansar à moda antiga
Na estância não voltou mais
Um dia trouxeram os pingo
Cavalos de apartar touro
Depois passear num domingo
Uns dizem trocou de ponta
Outros que foi manotaço
Pra mim que, sem se dar conta
O pala apagou seu rastro
Destapou lá na coxilha
Volteando as covas de touro



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