O Garoto e o Gênio
Midazs
Era uma vez
Um pequeno jovem manauara
Que tinha um sonho
Cantar encima dos maiores palcos do mundo
Mas infelizmente, pra ele
A sorte era uma das poucas coisas que não floresciam naquela terra
Ele tentou, tentou, tentou
E fracassou, fracassou, fracassou
Nadando contra a correnteza
E se afogando mais a cada braçada
Um dia, verde, como todos os outros
Um grande e entusiasmado gênio apareceu pra ele
Sabia o garoto, que tratava-se de um gênio
Pelas vestimentas extravagantes que só poderiam se usadas por um gênio
Ele disse
Tudo que é vivo, apodrece
Seu coração, bate, por isso, apodrece
Seu cérebro, pensa, por isso, adoece
Seu corpo, sente, por isso, não serve
Se quiser realizar teus sonhos, deves abandonar tudo que apodrece
Me entregue seu coração, sua prudência, sua coragem, e sua ousadia
Parta desta verde terra
Atravesse o caminho de tijolos amarelos
Em direção à cidade cinza
Onde nada apodrece, porque nada, tem vida
(Bom dia dourado)




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