
Horas Vividas
Milton Sica
O tempo que habita
Relógios modernos
Não é o mesmo tempo
Das noites de Lua
O tempo noturno
Vagueia sereno
Em meio as carícias
Dos corpos amantes
Por vezes descansa
Esquece de andar
Depois recomeça
Num lerdo acordar
É tempo de vida!
Esperança sentida
Tão longe, tão perto
Das horas vividas
O tempo que vive
Nos despertadores
Não é o mesmo tempo
Que mora no cuco
Das salas antigas
O tempo do cuco
Distingue os acordes
De grilos e pássaros
E escuta os murmúrios
Da chuva da tarde
Que flui arrastada
Pelas primaveras
É tempo de vida!
Esperança sentida
Tão longe, tão perto
Das horas vividas
O tempo que corre
Por entre as agendas
Não é o mesmo tempo
Do meu coração
O tempo que paira
Pelos compromissos
Não ouve crianças
O tempo que pulsa
Percebe os sussurros
Que vêm escondidos
No meio das linhas
De tantos poemas
É tempo de vida!
Esperança sentida
Tão longe, tão perto
Das horas vividas



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