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Onde Nascem As Canções

Milton Sica

A melodia germina
Lá onde o verso semeou
A palavra é que planta o acorde
Em terra que um poeta já arou

Onde nascem as canções?
No seixo rolado na curva do rio
Nas vertentes das contradições
De um magoado coração vazio

Nasce no olhar sereno e candente
Um andejar da paz e da rebeldia
E no verso tirano e inclemente
No ideal de bondade e democracia

Nasce no sul do Sol poente
No trovão que arrepia
E no verso profano indecente
Nasce na brisa e na ventania

Onde nascem as canções?
No passado que virou futuro
Na penumbra que habita os galpões
Na poesia que assombra o escuro

A melodia brota e desponta
Nos versos incertos de um dilema
Carreiras de notas que abraçam
A rima estranha de um poema

Nace en el sur del Sol poniente
En el trueno que corta el momento
Y en el verso profano e indecente
Nace en la brisa y en el viento

Escrita por: Athos Ronaldo Miralha da Cunha / MIlton Sica Magalhães. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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