(Falado) "Um doutor muito famoso.
Médico muito conhecido,
parou seu carro num posto de gasolina de madrugada.
E foi atendido por um rapaz muito simpático,
que olhou dentro dos seus olhos e perguntou:"

Você sabe quem eu sou.
Adivinha seu Doutor. Adivinha!
Dê um pulo no passado, busca seu interior.
Quem tropeça, em tanta gente,
E até pisa em outros mais.
Não vai saber de repente quem será esse rapaz.
Quem será esse Rapaz?

Se ainda não sabe quem sou,
Eu refresco a sua memória.
Numa madrugada fria, começava nossa história.

Uma moça, desvalida, dessas pobres de dar dó.
Lhe pediu uma carona, era frio, muito frio e ela estava só.
O (Dr.) A socorreu, foi muita bondade até.
Mas cobrou um pouco caro. Muito caro
Por um pão e um café.
Num hotel de quinta classe, minha mãe amanheceu.
Não estava mais sozinha,
Porque já existia eu.

Viajei naquele ventre, dia-noite noite-dia.
O nome dela o Sr. Não lembra.
Eu sou filho de Maria.
Não me trate por seu filho,
Que talvez não retribua.
Pois o pai que me criou, foi o mundo, foi a rua.

Nem pergunte por mamãe,
Que ela mal me conheceu.
Pois por falta de um (Dr.)
No meu parto ela morreu.

Morreu... Minha mãe morreu!
Cê sabe quem eu sou. Agora doutor?
Eu sou filho de Maria

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