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Chorei silencioso a minha dor
Carpi o mal de ter-te um grande amor
A vida para mim tem sido atroz, harpia
Não tive em minha vida
Um só minuto de alegria

Chorei, chorei
A minha desventura
Lancei-me, então, no abismo da amargura
Só porque tu não soubeste compreender o meu coração
Condenaste uma existência à eterna solidão

Na mansão tristonha e solitária da dor
Sou tal qual um monge que professa resignação
Mesmo na desventura esquecer procuro esse amor
Essa dor cruel como só sabe ser a dor de uma paixão

Nas tardes invernosas, quando ouço o canto crepuscular
Dos pássaros canoros que trazem vida à minha solidão
Sinto uma furtiva lágrima fria a rolar
Despedaçando o meu dorido coração

Na mansão tristonha e solitária da dor
Sou tal qual um monge que professa resignação
Hoje, na desventura, esquecer procuro esse amor
Essa dor cruel como só sabe ser a dor de uma paixão

Nas tardes invernosas, quando ouço o canto crepuscular
Dos pássaros canoros que trazem vida à minha solidão
Sinto uma furtiva lágrima fria a rolar
Despedaçando o meu dorido coração

Escrita por: Edilson Moreno. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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