Caboclo do Mato
Valdo Reis e Pratini
Fiz um ranchinho de taipa
Esteio bem reforçado
O lugar é uma beleza
O rio passa aqui do lado
Na frente plantei de tudo
Atrás é mato fechado
A natureza é sagrada
Não desmatei quase nada
Aqui tudo é preservado.
Levanto de madrugada
Faço a minha oração
Lá na mata a passarada
Faz aquele barulhão
Depois eu vou lá pra roça
Chegar terra no feijão
De tarde eu pesco de vara
Jurupoca e piapara
Por aqui tem de montão.
Me orgulho em ser matuto
Com produtos do sertão
Onde deus e a natureza
Vive em plena comunhão
Por aqui ninguém conhece
Violência e poluição
O meu vizinho do lado
É um mico leão dourado
Que come na minha mão.
Nas noites de lua clara
Também fico iluminado
Eu pego minha viola
Pra fazer meus ponteados
Também canto o cururu
Corta jaca e recortado
Sou puro caboclo nato
Tenho terra e tenho mato
No meu sangue misturado.



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