
A vida sob a ótica de John
Wendell Soares
E assim seguimos entre sim e não no que chega
Dando boas-vindas ao novo, enquanto algo se entrega
Despedidas com lágrimas, às vezes alívio no ar
A vida em ciclos vem e vai, sem pedir pra ficar
A vida é feita de começos, meios e fins
Tão breves ou longos, mas certos assim
Nada é eterno, nem dor, nem prazer
Nem mesmo nós somos feitos pra sempre ser
As coisas passam por nós, ou passamos por elas
Mas tudo deixa marcas, cicatrizes e telas
Crescer não é só subir, é cair também
Levantar imperfeito e seguir além
Olhar pra dentro e não entender
E ainda assim ter coragem de ver
Tenho medos tão bobos, coragem demais
Um caos que em mim nunca se desfaz
As emoções não seguem direção
Se dobram, dançam, fogem da razão
Voltam em espiral pra mostrar
Que ainda há algo pra curar
E quando tudo em mim parece ruir
É só outro ciclo querendo surgir
Dói, mas ensina a continuar
A vida diz: Ainda não é o final
E o que fica não pede pra ficar
Permanece em silêncio, sem precisar falar
No meio do caos eu tento entender
Que ainda há beleza em viver
É estranho tentar controlar o que vem
Como se a vida seguisse o que a gente prevê
Mas ela vira esquinas sem avisar
Rasga páginas que a gente quis guardar
E o que fazer quando tudo sair?
Desesperar ou tentar seguir?
Viver é recomeçar sem querer
Perguntas sem resposta e mesmo assim crescer
Nem tudo na vida é pra entender
Algumas coisas são só pra sentir e ceder
Porque o que é verdadeiro não se desfaz
Fica em silêncio, mas vive em nós
Já perdi pessoas, versões de mim
Sorri por fora, mas desabei por dentro assim
Não tô inteiro, mas sigo daqui
Com cada pedaço que restou em mim
Cada cicatriz vem me dizer
Que ainda existe um porquê
Sou urgência, sou intensidade
Entre dor inteira e felicidade
E quando tudo em mim parece ruir
É só outro ciclo querendo surgir
Dói, mas ensina a continuar
A vida diz: Ainda não é o final
E o que fica não pede pra ficar
Permanece em silêncio, sem precisar falar
No meio do caos eu tento entender
Que ainda há beleza em viver
Sou espiral, nunca o mesmo lugar
Nem melhor, nem pior, só sei continuar
Fecho portas mesmo com dor
E abro outras tremendo, mas vou
Errar, cair, aprender, recomeçar
Perder, sentir, e ainda tentar
No meio do caos, sem respostas na mão
Ainda existe beleza em ser e então viver




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