
Mogangueiro da Cara Preta
Zé Paulo Sierra
Arreda que chegou o Paraíso
Navegar foi preciso
Leva o encanto que partiu das Índias
Ah mar de Brahma e infinda primavera
Águas de cravo e canela
Rota de especiarias
Um dia Yemanjá soprou vento de Oyá
Um navio aportou no seu destino
Beijando à costa do Pára
Oh Marajoara
Berço de antigos artesãos
Sobreviventes com a força e a bravura
Um rebanho de cultura
As raízes desse chão
O artista do norte
No auto te fez tradicional
Negro entregue a própria sorte
Cantava e dançava
Na colheita um ritual
Quem te ouviu foi Benedito cantador
Nas aventuras que vovó contou
Búfalo Bumbá resistência popular
Alma do amor que te ergueu
A tua raça é fortaleza meu altar
De Marajó o nosso apogeu
Palmeira que não debruça
Não te prende ao buriti
Ninguém segura a manada do Tuiuti
Mogangueiro coroado áurea divina
Brasileiro abençoado de melanina
A cor do Tuiuti é sua cor
De cara preta vencedor



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