Tangos... Bandoneons... uma guitarra que geme
Num ritmo de amor desesperado;
Um cabaré que fecha as suas portas,
Uma rua de amor e de pecado;
Um guarda que vigia uma esquina,
Um casal que anda a procura de um hotel;
Um resto de melodia, um assobio,
Uma saudade imortal: Carlos Gardel.

Carlos Gardel!
Buenos Aires cantava no teu canto,
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz, Carlos Gardel.
O teu canto era batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias.

Carlos Gardel!
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas vidas
Perdoavas seu papel...
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra,
Tu viverás também, Carlos Gardel.

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