
Lá na Campanha
João Luiz Corrêa
Final de tarde quando o dia se desgarra
Solto as amarras que andam juntas na lida
Já chego afoito juntito ao fogo de chão
Lá no galpão recanto xucro da minha vida
Bato o tição e ajeito um chimarrão dos buenos
Olho o sereno que vem molhando o capim
Cambona chia bem recostada nas brasas
E eu pelas casas dou rédeas ao sonho pra mim
Vem pra campanha onde o costume se conserva
Igual a erva que traz um verde na estampa
Um gosto amargo que trago assim por municio
Um xucro vício enraizado na pampa
Canto a campanha lá onde o minuano chora
É lá que mora as penas desse peão
Levando um sonho debaixo de um poncho amigo
Campeando abrigo pra este pobre coração



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