Solução às vezes nenhuma
Ou vês alguma saída
Se não tem esperança sobra
Quando tem ela pede comida
Sofrida a boca esquece
Do barulho do estômago aflito
Que o bico seca sem água
Que exige e consegue viver
Que não quer mas precisa, de fome,
Pensar rápido, roubar e correr

Não era esse seu ofício
Nem o que sonhava pra si
Mas a fome não mede o porvir
E exige na pança o peso
Se ileso consegue fugir
Não entende como passou
Só sabe que precisava
Não teme quase nada
Suas asas que seguem inteiras
Pairam na beira do perigo
Não tem vício praticamente
Não sente arrepio na vista
Não tem quase medo de nada
Mas teme ainda a polícia

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