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Ai no meado de agosto
Isso já faz mais de um ano
Eu vivia tão feliz
Já pensava em fazer plano
De repente se acabou
E no meu peito ficou
O mais triste desengano

Vai chegando o mês de agosto
Me ataca um desespero
O sol queima que nem brasa
O peito desse violeiro
Que sempre foi desprezado
Hoje está num cativeiro
Eu canto pra recordá
Quem foi meu amor primeiro
Hoje ela está casada
Numa mansão delicada
E por aqui vivo solteiro

O que me causa o desgosto
Não é ciúme, não é nada
É por não dar o conforto
Pra minha mulher amada
Hoje ela passa por mim
Contente dando risada
Eu sinto queimá meu rosto
E finjo que não vejo nada
Dormindo eu vejo em sonho
Aquele rosto risonho
E o semblante da malvada

A inveja Deus condena
Um dia Jesus falô
Um coração machucado
Não segura o seu amor
Quem nasceu em berço rico
O vento sopra em seu favor
Eu sempre fui castigado
Na batalha do amor
Vou fazer a despedida
Adeus ingrata fingida
E adeus mundo enganador

Escrita por: Vitor Gonçalves, Olivino, Luiz Vicente Nonati. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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