Desmemória (part. Margo de Tarso)

Wallyson de Alencar


Por interesses esqueceram
A parte que tanto importava do país
E ficou solidão e a imensa destruição
Que assolava aquele povo então
Entregues a corrupção, desapontava uma retidão
Que deveria existir, mas só que não

E onde está a paz e amor
A ordem o progresso, o valor que tanto um dia se pregou
Provável que perderam entre as malas cheias de outro valor
Locais que se encontraram devedores desse e daquele favor
E esquecendo a parte que os colocou

O povo já tem fome e pede pelo pão
Enquanto um banquete se monta no salão
Aonde quem tem muito, com muito lava a mão
E aquele que tem pouco permanece na escuridão
Escuridão

Engraçado, o congresso tá de brincadeira
Ordem e progresso só se vê na bandeira
Não to vendo fim nessa ladeira
Porque pra eles é tão fácil a saideira

Cadê, o temor ao sagrado?
Só convém aquilo que é do seu agrado
Que pensamento de retrô agrado
Retrógrado, eu tô desesperado

A mídia age como placas, querendo que eu ligue a seta
Não ligo e sigo em frente sei que isso é a escolha certa
Eu sei que é a coisa certa. Não ligo, sei que é a escolha certa

Ei
Meu povo passa fome, quem é o culpado?
Eles pensam que são drone, que tão camuflado
Mas tá tudo errado, não sou alienado
Eu sei o seu nome e quem vai ser cobrado

O povo já tem fome e pede pelo pão
Enquanto um banquete se monta no salão
Aonde quem tem muito, com muito lava a mão
E aquele que tem pouco permanece na escuridão

O povo se cansou, do esquecimento vão
De toda desmemória, dessa desolação
Precisa acordar, mostrando quem importa
E que o poder está em suas mãos

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