
Peão Caseiro Da Estância Antiga
Nilton Ferreira
Quando me abanco
Pra matear solito
Senta comigo
Um recuerdo antigo
Traz na lembrança
Um tempo distante
Daquelas rodas
Entre peões amigos
Essa imagem
Faz lembrar constâncio
Estampa rude
Hoje nesse instante
Viram caseiro
Da estância antiga
Conhecedor de campo e galpão
Gastou o tempo
Entre sóis e geadas
Sovou caronas
Cavalgando a vida
Ficaram as rugas
E os cabelos brancos
Marcas que mostram
Como é dura a lida
Marcas que mostram
Como é dura a lida
Trançava tentos
Em dias de chuva
Contando histórias
Perfilando tranças
Pois sempre tinha
Um causo gaudério
Pra peazada do patrão da estância
Viro a erva
Pra encilhar o mate
E contiguar o meu sonhar silente
Daqueles tempos
Que não volta mais
Do peão caseiro
Ensinando a gente
Este gaúcho
Em minhas lembranças
Deixou comigo
Muitos cabedais
Coisas de estância
E uma certidão
E a identidade
De meu próprio pai
Que não voltam mais
Coisas de estância
E uma certidão
E a identidade
De meu próprio pai
Que não voltam mais



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