
A Torre
Volmir Coelho
A torre imponente abriga os pombos
Fiéis cantores da capela da matriz
O sino chama aos fiéis, pobre rebanho
Para o sermão com vinho e pão que a história diz
A cruz, pelo concreto acinzentada
Qual uma espada em um triato a ouvir o céu
Sangrando os olhos de quem pena pela praça
Em meio aos pombos, preso às cordas de um mundéu
O sino igual aos pombos, sona triste
Salmos cantados com promessa e devoção
E a torre segue abrigando, além das aves
Pesadas penas de socorro e salvação
A torre, por mais alta que ela esteja
Jamais irá se aproximar do Criador
Porque é o homem uma torre em crescimento
E só por dentro é que irá encontrar o amor



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