Suscríbete

As Flores e a Cruz

Volmir Coelho

Morrem as flores sobre o cinza do cimento
Nem mesmo o tempo vai fazer vingar a cor
Perde o encanto quando elas são colhidas
E oferecidas em memórias de um amor

Anjos sem vida de concreto envelhecido
Guardam nas asas a vontade de voar
Semblante triste como as rosas nas paredes
Que enfeitam quadros que a morte fez desbotar

Lágrimas quentes de velas que se derretem
Mãos que prometem agarradas sobre a cruz
Promessas tantas junto a paredes sem vida
Saudade ardida, dor escondida, corpo sem luz

Por cada dor rondam olhares desconfiados
Cruzam buscando algo além que o próprio olhar
Seguem os caminhos na certeza de que um dia
Na pedra fria terão flores a enfeitar

Beijo roubado do beijo de um beija-flor
Ali plantadas como prova de um querer
De nada valem enfeitar a pedra fria
Se o sentimento já não vai mais renascer

Anjos sem vida de concreto envelhecido
Guardam nas asas a vontade de voar
Semblante triste como as rosas nas paredes
Que enfeitam quadros que a morte fez desbotar

Lágrimas quentes de velas que se derretem
Mãos que prometem agarradas sobre a cruz
Como essas tantas junto à parede sem vida
Saudade ardida, dor escondida, corpo sem luz


Comentarios

Envía preguntas, explicaciones y curiosidades sobre la letra

0 / 500

Forma parte  de esta comunidad 

Haz preguntas sobre idiomas, interactúa con más fans de Volmir Coelho y explora más allá de las letras.

Conoce a Letras Academy

¿Enviar a la central de preguntas?

Tus preguntas podrán ser contestadas por profesores y alumnos de la plataforma.

Comprende mejor con esta clase:

0 / 500

Opciones de selección