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Ritual de Tropa Larga

Volmir Coelho

Poncho emalado nos tentos
E um aba larga pra o tempo
Se acaso se preparar
Me ajeito e largo de novo
Levando um gado pra o povo
Oito ou dez dias tô lá

Capataz dessa grongueira
Me disse que é de primeira
E um bagual posso levar
Peão de tropa ganha pouco
Dom ildo e o vandico louco
Me ajudam a galopear

Já na primeira sesteada
Se me tocar a cameada
Fica fácil de ajeitar
Passo na venda do ignacio
Troco o pelego e o espinhaço
Pra os vicio não me faltar

Me batizei numa ronda
Em noites de temporal
Tendo por padrinho o vento
Agitando o macegal
E um cincerro tagarela
Enfeitava noites belas
Como um sino em catedral

Só quem se criou na estrada
Rondando estas tropas largas
No fundo de um corredor
Com toda eguada por diante
Dois torenas se garantem
De fazer um bom fiador

Ritual de tropas largas
Parceiros das madrugadas
Sina tropeira de andar
Um rei me sinto montado
E o lombo do meu cavalo
Pra mim é o mais santo altar


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