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CANTIGA PARA UM NOVO RUMO (part. Adair de Freitas)

Volmir Coelho

Quem não tem rumo, se achegue, que eu tenho um rumo pra nós
Na velha estrada do canto, por onde anda minha voz
Meu verso fez um caminho, sem grilhões e sem amarras
E se, por vezes, se prende, é nas cordas da guitarra
E se, por vezes, se prende, é nas cordas da guitarra

Quem muda os rumos do canto, não vai a lugar nenhum
Que a cruz do canto verdade, é peso demais pra um
Vamos cantar, companheiro, que o canto é um facho de luz
E a força de duas vozes, divide o peso da cruz
E a força de duas vozes, divide o peso da cruz

Quem canta o pago nativo, para os irmãos do universo
É uma trincheira de guerra, armado de canto e verso
Sorve outro mate, parceiro, da seiva bugra pagã
Que há um oh, de casa chegando, na luz da nova manhã
Que há um oh, de casa chegando, na luz da nova manhã


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