Photo of the artist Dealema

Verdade Ou Consequência

Dealema


(Ahahahahah)
Sejam bem-vindos senhoras e senhores ao teatro dos horrores
Palhaços assassinos no palácio dos espelhos
Ilusões, incríveis aberrações
(Ahahahahah)
Sejam bem-vindos meninas e meninos, circo demoníaco
O jogo teve início, fogo de artifício
Fantoches são levados ao altar do sacrifício

Quem, quem quer ser, quem quer ser milionário?
Quem, quem quer ser o primeiro voluntário?
O primeiro concorrente ponha a língua no prego
Ao primeiro americanismo vai cair um martelo
Há um vasto arsenal, tecnologia cruel
Cuidado com o ego, ouve o chocalho da cascavel
Manancial medieval nesta velha masmorra
E se não quiser jogar então corra
Em liga de honra Sodoma e Gomorra
E quem vacilar agora então morra
E eu lamento Otomano bem pior que Guantanamo
Envergonha o movimento, a estaca vai até ao âmago
Juntas deslocadas pelas rimas roubadas
Tendões rompidos pelos plágios cometidos
Castigos físicos e mentais suplícios
Sacrifícios de indivíduos subreptícios

Sejam bem-vindos ao parque de diversões
Brinquedos de fogo, fábrica de ilusões
Animais racionais amestrados deliciam as massas
Permanecem enjaulados dentro de suas carapaças
Viciados no jogo verdade ou consequência
Resposta errada, guilhotina é sentença
Rolam bustos humanos neste circo demoníaco
Corpos sem cabeça são produto lucrativo
Duendes e anões, órgãos e acordeões
Lutadores inexperientes são atirados aos leões
Montanha russa cinco G's de gravidade
Não aconselhável a fracos de estômago e a menores de idade
No palácio de espelhos infinitas aberrações
São os shows de marionetas e ventríloquos sem pulmões
Palhaços assassinos fabricantes de caixões
Óbitos garantidos rubricam certidões

(Ahahahahah)
Sejam bem-vindos senhoras e senhores ao teatro dos horrores
Palhaços assassinos no palácio dos espelhos
Ilusões, incríveis aberrações
(Ahahahahah)
Sejam bem-vindos meninas e meninos, circo demoníaco
O jogo teve início, fogo de artifício
Fantoches são levados ao altar do sacrifício

É o vosso aniversário?
A festa acaba quando entro de avental em sangue mascarado de homem do talho
MC's brincam ao Sangoku, eu brinco ao Sandokan
Versão gore com bandana preta e facalhão do mato
Mais um público sem músico, és aplaudido de seguida
As palmas batem como caçadeiras no ouvido
Piso, segundo, gaseificamos tudo
És como Auschwitz, morres com isolamento acústico
Querem boleia para o norte
Agarra-te à minha casal d'porte
Às voltas como o poço da morte
Saiu-te o prémio de maior réplica dilemática
Escolhe: a serra elétrica ou a cadeira elétrica
Há clones com a puta da mania
Atenção acidente na secção de glutonia
Batismo público com ácido sulfúrico
Tornamos o vosso oratório no crematório

E entra na trituradora, e esquece a música
A tua alma é sugada pela indústria
És posto à prova na hora da tua morte
Nem sobra memória da tua obra e glória, corre
Esta é a nossa arena, dealema
Aqui és atirado aos leões, não temos pena
Mais um peão vitimado se chama
Capitalista, este peão é morte do artista
Foste amestrado, ou até castrado
Manuseado pelos mecos das marionetas em vídeos caretas
É temporário, visual
És usado e deitado fora como lixo industrial
Eis o pecado na tua canção
Cortamos-te a mão
Último ato, extrema unção
Dissecação, masmorra musical
Entra o próximo na trituradora, é o ritual

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