A copa dos pinheiros se para feito postal
No lombo dos animal já começa forma geada
O vento da Serra sapecou até as vassoura
E o relincho da égua moura prenunciou noite gelada

A geada chegou branqueando o lombo da grota
De quebra bico de bota empurrando boi na culatra
O vento minuano maltrata a alma de um campeiro
O gado troteia no gelo e a terneirada manda pata

Na volta da recolhida no compasso de espora e relho
Um poncho carnal vermelho e uma boina bem ajeitada
Reculutando a manada, costeando a volta do morro
Um frio de renguia cachorro e de quebra telha das casa

No tranco manso do gateado que me leva
E a cachorrada pra campeá algum teimoso
Parar rodeio e tirar num trote largo
Rumo das casa pra banha e marca terneiro

Lida de campo, geada grande, tempo feio
No campo vasto campeando o rastro da gadaria
Vacas de cria num berrero entreverados
Lá no banhado a sapaiada de aporfia

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Written by: Luiz Felipe Araújo da Silva / Pepeu Gonçalves. Isn't this right? Let us know.